Progresso do treino!

Na semana passada tive uma conversa bastante interessante com uma colega treinadora do Clube Naval. Ela tirou desporto e durante algum tempo seguiu e planeou os treinos de atletas olímpicos de triatlo na Polónia.

O resumo de uma palestra bastante interessante sobre o treino para desportos de resistência foi o seguinte:

Como vou percorrer bastantes kilómetros em dias consecutivos tenho de controlar não a velocidade nem os kilómetros percorridos mas o ritmo cardíaco e a cadência. Teoricamente existem 5 níveis de esforço cardíaco e cada um tem associado um tempo de recuperação associado. Estar vivo (que é o contrário de estar morto) e pouco esforço físico implica imediatamente o nível 1, sendo que o esforço que podemos manter neste nível só é limitado pelas horas de sono.

No nível dois, conseguimos aguentar esforço físico até 12h, sendo este o nível que devo tentar manter. À medida que o nível de esforço vai subindo, o tempo durante o qual conseguimos manter esse nível diminui e o tempo de recuperação do esforço aumenta, podendo chegar a 3 dias no nível 5.

(Espero não estar a dizer nenhum disparate até agora, malta de desporto casquem em mim se estiver mal).

Tudo isto é bastante interessante e faz sentido, mas a aplicação disto ao treino é o mais interessante. Normalmente, quando vou sozinho faço percursos curtos e em esforço (estou sempre atrasado para o comboio) e mesmo quando vou sozinho para percursos mais longos vou sempre a tentar bater os meus records. Como já conheço bem as voltas típicas sei exactamente onde acaba o meu percurso e puxo ao máximo até à “meta” (o strava é tramado… se não vem mais ninguém compito comigo mesmo).

 

Agora para este esforço a mentalidade do treino e da actividade muda completamente e tenho de manter um ritmo cardíaco baixo, bem como manter-me hidratado e comer para evitar “bonking ” ( desculpem não sei o termo em português) os primeiros dias.

Nas minhas últimas voltas tenho vindo a aplicar este princípio de gestão do esforço cardíaco e tenho chegado a casa sem muitas dores nas pernas e em boa condição física. O que achei mais espantoso no meio de isto tudo é que em gestão do esforço cardíaco e não em “velocidade”, no final o tempo é bastante parecido ao que estava habituado a fazer, mas o esforço muito menor.  Por exemplo, o meu melhor tempo desde a porta de minha casa ao Cabo da Roca são 59min e hoje demorei 1h10min, o que equivale a cerca de 16% mais em tempo mas muito menos em esforço. Quando vou em “sprint” ao Cabo, normalmente volto imediatamente para casa e custa. Hoje, depois do cabo desci para Colares e subi para Sintra pela Eugaria (subida mazinha com uma inclinação média de 15% e máxima de 22% em 900m) cruzei a vila e depois pelo Linhó até Cascais e as pernas estavam bem.

Com esta conversa toda deixo-vos o registo do Strava 🙂

 

Vemo-nos na estrada!

(E amanhã traduzo isto que tenho pelo menos uns 60km pela frente)

https://www.strava.com/activities/968886292/embed/e5cd16c627aeeb526906227713f7e60d78e75013

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